Moral e Honra

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Acredito que estas duas palavras são de extrema importância para os vencedores.

Moral e Honra, duas palavras tão belas e tão distintas que ficam esquecidas pela sociedade atual. Vivemos num mundo dos “espertos” onde só aqueles capazes de mentir e trapacear são valorizados – nosso jeitinho é tratado muitas vezes como uma virtude, como uma qualidade, apoiada pelos demais e ignorada por nós mesmos.

Mas será que é assim mesmo?

Para onde foi nossa moral então? Nossa capacidade de agir segundo aquilo que é correto e bom, nossa vontade para mudar as coisas erradas que vemos por aí.

Ser bom não é apenas seguir as leis e não fazer o mal a ninguém, mas também envolve sacrifício: nó não fazemos o mal e também não deixamos que o mal aconteça. Isto, é claro, está longe de sair por aí combatendo criminosos ou coisas do tipo, mas se encaixa perfeitamente no nosso dia a dia.

Quando permitimos que o mal aconteça, estamos compactuando com ele, somos seus cúmplices; quando lutamos de forma honesta e honrada estamos acima do mal e próximos ao bem supremo. Lutar com a moral é lutar com a certeza de uma vitória limpa.

É saber que aquela conquista é sua.

A honra é a capacidade de assumir seus erros e fracassos; com a honra você é capaz de dizer “eu errei” porque sabe que lutou de maneira franca e justa – que utilizou sua força para fazer o bem e trilhou a verdade.

Quando lutamos com honra e perdemos, temos uma vitória. Quando vencemos sem honra, temos uma derrota.

A vitória é muito mais bela com honra – o vencedor honrado será sempre lembrado como um modelo; as pessoas saberão o quanto ele lutou para vencer, o quanto seu sacrifício servirá de exemplo. Se não souberem, então ele saberá e isso deve ser o suficiente.

É destas palavras que faço meus guias, é com elas que batalho a cada dia para me tornar um homem, um negro, um filho, um escritor melhor.

Dominação

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Os grandes mestres querem te escravizar.
Você consegue perceber? Cada comercial é feito para aumentar os seus medos e te vender as suas dúvidas. Cada ser humano é afastado de seu verdadeiro eu, mergulhado em programas, celulares, empregos que odeiam.
Nosso tempo é gasto e desperdiçado louvando uma camada da população como se eles fossem deuses. Cria-se um jogo ou simulacro onde os debaixo tem como única função manter e amar os de cima.
E os arcontes da realidade se refestelam neste banquete entregue de bom grado, eles devoram nossas almas e se fortalecem enquanto a humanidade vai enfraquecendo e esquecendo sua verdadeira função no universo.
Como formigas, após devorar o suficiente, eles partem em busca de um novo universo para se alimentarem.
Depois, o que acontece conosco?

A verdade é que grande parte da população já nasce mergulhada no sistema e tão absorvida por ele que mataria para protegê-lo. Nossa história familiar, nossa etnia, nossa pátria deveriam ser referências históricas para erem contadas ao redor da fogueira para nossos filhos, mas elas se tornam armas de separação e formas de nos dividir cada vez mais, até que cada país, cada estado, cada cidade, cada bairro, cada rua, cada casa se tornem tão individuais que passamos a odiar o próximo e vê-lo como inimigo.

Mas ele é um escravo, como nós somos. Acabamos por viver em nossos ritmos de escravidão e protegê-lo, amá-lo, criamos idolos, criamos deuses, modelos, atores, jogadores e erguemos nossa sociedade só para continuar louvando este pequeno grupo de pessoas que tem como única função social existir.

Pare para pensar: um jogado como Neymar ganha em torno de 27 milhões por ano, só do clube para o qual joga. O quanto mais ele ganha com direitos de sua imagem?

Faça as contas: o QUANTO dá pra construir com 27 milhões?? Quantas escolas, hospitais, aeroportos, usinas, casas? Eu APOSTO que dá pra construir um cidade de tamanho pequeno com este dinheiro, incluindo um hospital, um pequeno estádio e milhares de empregos.

Caramba, SÓ COM OS JUROS dessa grana toda você consegue gerar um pequeno universo! Aposto nessa!

Mas não, nós ainda preferimos dar essa grana toda pra uma pessoa só. É tão absurdo que nem dá pra explicar direito o conceito pra um alien que pousar a nave dele aqui e pedir explicações sobre a nossa sociedade…

Sem Razões

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O ano era 2012.

Uma parte dos autores que eu conheço engatilhavam novos livros no mercado.

Editoras se preparavam para publicar novos talentos.

Youtubers, Twiteiros, Facebookers começavam a despontar como talentos formadores de opinião, mudando a cara da mídia social brasileira e da mídia tradicional.

2012 era o ano da mudança.

Eu engatilhava uma nove milímetros preta, olhava o cano preto, escuro e frio por um bom tempo, enfiava na boca e me preparava para morrer.

Tinha ali pelos meus 29 anos.

Meu pai morrera uns 6 anos antes, minha mãe passava por uma deterioração mental que a levaria à demência tempos depois. Eu era raiva e loucura, inveja e frustração. Carregava comigo um desejo de morte e uma vontade louca de fazer uma besteira.

Iria acabar ali, de um jeito ou de outro, bastava apertar o gatilho e toda a dor iria embora para sempre. O que existia depois era um mistério, uma aventura para a qual eu não sabia se estava preparado ou se funcionaria como uma fuga para os meus fracassos.

Aprendi algo importante naquele dia: eu era capaz de odiar.

Odiava minha namorada.

Odiava a literatura.

Odiava meus amigos.

Odiava o que eu escrevia.

Odiava o que você escrevia.

Odiava por odiar e isso me era o suficiente.

Então eu entendi: quando você passa tempo demais odiando as outras pessoas, está na verdade, odiando a si mesmo.

O ano era 2012, a literatura nacional avançava.

Eu estava estagnado, paralisado, fracassado, envolto pela minha ira, pelos meus erros, pela minha culpa e iria dar um fim àquilo.

O ano era 2012, eu apertava o gatilho.

 

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Sem Razões é um livro-diário-blog do autor José Roberto Vieira (também conhecido como Zero Vier). Postado no Wattpad, o livro também está disponível aqui no blog através de posts.

Este livro é um relato de sua luta contra a depressão, iniciada a partir de 2012, quando a doença atingiu seu ápice.

Obra disponível para publicação.

 

Se você tem conta no Wattpad, pode ler o livro AQUI.

O novo aeon

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Dois tipos de magia são discriminados pelos estudiosos de todas as épocas: a Alta Magia e a Baixa Magia. Jamais devem ser confundidas com magia negra ou magia branca, que se tratam de tipos de magia arbitrariamente designados como tal pela idiossincrasia da moral de quem as trata assim.
A Baixa Magia seria a magia de cunho terrestre, geralmente pagã (na acepção etimológica original da palavra: do campo e não como foi posteriormente adotada significando não-cristão) é baseada no desregramento dos sentidos. É baseada na carne, na terra, no suor, no sangue. É o tipo de ritual praticado pelas tribos ditas primitivas e pelos cultos afro-americanos em geral. A Alta Magia seria a magia do controle, a magia do domínio da realidade pelo homem. É um tipo de magia intelectualizada e fria, baseada no puro espírito, ou melhor, na separação platônica da carne e do espírito. O Mago escraviza entidades, ordena coisas, e para tal tem que ser controlado tanto por dentro quanto por fora. O Mago Cerimonial (de Alta Magia) é um sujeito que pratica a abstinência dos prazeres corporais, pois só pode dominar o macrocosmo se seu microcosmo estiver dominado. A missa é um exemplo de ritual de Alta Magia, no sentido de que o padre prega, faz sermão, amedronta, os outros participantes do ritual. Eles comem a carne e bebem o sangue de cristo (resquício pagão) e recebem o Espírito Santo. Tudo muito frio e ordenado, baseado no dogma de um livro (A missa já foi ainda mais cerimonial e cheia de etiqueta, mas um concílio resolveu popularizar o ritual, trocando o latim e o padre de costas pela conversa franca e ameaçadora de um padre regendo pessoas). Na verdade a maioria dos magos cerimoniais era composta por padres ou abades. Eliphas Levi é o maior exemplo.
Existe um sistema, um dogma, comum entre ocultistas modernos, que prega a sucessão éonica. Éons seriam períodos de tempo regidos por uma divindade ou característica dominante. Assim, períodos de tempo grandes, mais ou menos 2000 anos, recebem um rótulo, uma divindade, um signo zodiacal, uma característica política, social e uma característica religiosa dominante. Acredita-se que o presente éon começou neste século ou está por começar, e as características desse Novo éon ainda são enevoadas. O primeiro éon (da época histórica) seria o da Deusa, como geralmente a iconografia é egípcia (a idéia de Aeons seria originalmente egípcia), Ísis ou Nut fica como regente desse período. Geralmente se atribui uma organização social matriarcal a este período, mas esta idéia é historicamente incorreta. A organização era tribal ou em clãs, em geral patriarcais mesmo (Algumas sociedades já tinham até um estado semelhante ao moderno, mas baseado em dinastias, como o Egito. Na verdade o Egito e o Oriente Médio nos deram a religião e a organização social do próximo éon, o de Osíris, e mesmo hoje existem tribos que vivem no éon de Ísis, os compartimentos não são estanques). Os homens que viviam em meio à natureza abundante ainda não tinham desenvolvido agricultura, simplesmente colhiam as dádivas da Deusa, Politeísmo, amor filial, culto da terra, etc, como valores essenciais. Não se conhece muito a respeito das culturas verdadeiramente do éon de Ísis simplesmente porque elas não dominavam a escrita. O segundo éon se atribuiu ao deus Osíris. E é basicamente o que conhecemos por cristianismo, feudalismo, patriarcado, exploração indômita da terra, organização rígida, medo como método de coerção social, progresso científico, absolutismo, etc.
Neste século ocorreu uma mudança mais brusca do que nos outros éons. O mundo está mais unificado e age mais em conjunto, apesar das diferenças. Todo o progresso científico gerou uma revolução a nível psicológico-antropológico muito maior do que nós, que só conhecemos isto, podemos notar.
O individualismo não permite mais religiões de massa. A religião do futuro ou é a ausência de religião ou uma religião individualizada. As pessoas não precisam mais ser aceitas em seu grupo social para sobreviverem, como antigamente. As pessoas não dependem mais dos filhos para comerem, portanto não precisam de muitos filhos. Controlamos nossa fertilidade. Isso é um marco pouco percebido. A TV foi a última e grandiosa manifestação do éon passado, com sua pregação para as massas. Em pouco tempo, via Internet, ninguém vai assistir a mesma novela que o vizinho, a diversificação vai ser tamanha que vai ser impossível passar uma mensagem coerente no sentido de um conspiratório e paranóico domínio das massas.
Enquanto a Baixa Magia ressurge em alguns movimentos, como num canto do cisne, a Alta Magia morre. Ninguém mais agüenta uma ladainha fora da realidade como a que acontece nas Igrejas, ninguém agüenta aprender hebraico e grego para chamar espíritos, estudar cabala, e ficar fazendo pose de sério dentro de um círculo. As pessoas estão cínicas e irreverentes demais para isto. Sentiriam-se ridículas fazendo isso.
O futuro da magia está na física quântica e na realidade virtual. A catarse das raves prova que o homem não deixou o corpo para trás, como se esperava no éon passado. Informação é o poder do Mago moderno, que não trabalha nem com a pena tampouco com a espada, trabalha com o teclado, à velocidade da luz. O mago não trabalha na inocência ou na ordem, trabalha no Caos. E que fique entendido que isso não é evolução, progresso, melhoria. É transformação, como da pupa para borboleta ou de ser vivo para cadáver putrefato.

Extraído de Aurora Wirth

Uma breve introdução

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Apesar de o nome causar arrepios em alguns leitores mais sensíveis, e até espantar os mais supersticiosos, o “Livro das Sombras” não é uma coisa maligna. Basicamente um Livro das Sombras é um diário onde você anota suas experiências mais estranhas e sem explicação.

Para os envolvidos na magia o Livro das Sombras é um diário mágico, onde você anota estas experiências, como se sentiu, o que viu e ouviu. Também é possível anotar nele rituais, banhos, feitiços, entidades, manifestações e qualquer coisa relacionada ao oculto.

Este Grimório nasceu quando eu comecei a frequentar o Arcanum Arcanorum do site Teoria da Conspiração, idealizado pelo Marcelo Del Debbio e outros magos. Através deste livro vocês vão conhecer minhas duas jornadas: na macroesfera, onde tive depressão, perdi meus pais, tentei o suicídio e até morei fora do país; e a microesfera, meu mundo pessoal onde conheci as linhas da magia, o druidismo, a wicca, a gnose e outras filosofias menos famosas.

Eu não desisti completamente de escrever, mas embarquei em uma jornada druídica-iniciática que me levou a rever meus conceitos. Por isso meus livros de fantasia vão ficar em hiato até que eu decida o que fazer com eles.

Por enquanto, saiba: o mundo em que vivemos é uma ilusão, um holograma sagrado/profano criado por forças extra-terrenas que não vão muito com a nossa cara. Há caminhos a serem seguidos, caminhos iluminados e caminhos sombrios, mas há uma chance de nos recuperarmos e salvarmos nossa humanidade.