Até quando?

Até quando você vai continuar olhando só pra si mesmo sem ao menos olhar pra si mesmo?

Até quando vai ouvir somente o que você quer falar?

Até quando a sua mesa vai continuar mandando comida pro lixo enquanto outros estão no lixo procurando o que comer?

Até quando vai acreditar na ” justiça” que você criou?

Até quando vai continuar pregando a sua hipocrisia de dizer que se importa …

Com o que você se importa?
Existir pra você é estar onde?
Quem é você?
Onde está você?
De onde você veio e pra onde você vai?

Pratique a observação…
Quantas mais experiencias você precisa provocar?

Nenhum caminho que leva a morada do nosso pai deixado aqui até hoje lhe foi o suficiente?

Então enquanto esse questionário estiver sem respostas vai continuar aparecendo e aparecendo e aparecendo suas milhões de perguntas…

Tuna Yoshodaha

Sem Razões

This is the excerpt for a placeholder post.

O ano era 2012.

Uma parte dos autores que eu conheço engatilhavam novos livros no mercado.

Editoras se preparavam para publicar novos talentos.

Youtubers, Twiteiros, Facebookers começavam a despontar como talentos formadores de opinião, mudando a cara da mídia social brasileira e da mídia tradicional.

2012 era o ano da mudança.

Eu engatilhava uma nove milímetros preta, olhava o cano preto, escuro e frio por um bom tempo, enfiava na boca e me preparava para morrer.

Tinha ali pelos meus 29 anos.

Meu pai morrera uns 6 anos antes, minha mãe passava por uma deterioração mental que a levaria à demência tempos depois. Eu era raiva e loucura, inveja e frustração. Carregava comigo um desejo de morte e uma vontade louca de fazer uma besteira.

Iria acabar ali, de um jeito ou de outro, bastava apertar o gatilho e toda a dor iria embora para sempre. O que existia depois era um mistério, uma aventura para a qual eu não sabia se estava preparado ou se funcionaria como uma fuga para os meus fracassos.

Aprendi algo importante naquele dia: eu era capaz de odiar.

Odiava minha namorada.

Odiava a literatura.

Odiava meus amigos.

Odiava o que eu escrevia.

Odiava o que você escrevia.

Odiava por odiar e isso me era o suficiente.

Então eu entendi: quando você passa tempo demais odiando as outras pessoas, está na verdade, odiando a si mesmo.

O ano era 2012, a literatura nacional avançava.

Eu estava estagnado, paralisado, fracassado, envolto pela minha ira, pelos meus erros, pela minha culpa e iria dar um fim àquilo.

O ano era 2012, eu apertava o gatilho.

 

_________

Sem Razões é um livro-diário-blog do autor José Roberto Vieira (também conhecido como Zero Vier). Postado no Wattpad, o livro também está disponível aqui no blog através de posts.

Este livro é um relato de sua luta contra a depressão, iniciada a partir de 2012, quando a doença atingiu seu ápice.

Obra disponível para publicação.

 

Se você tem conta no Wattpad, pode ler o livro AQUI.

Uma breve introdução

This is the excerpt for a placeholder post.

Apesar de o nome causar arrepios em alguns leitores mais sensíveis, e até espantar os mais supersticiosos, o “Livro das Sombras” não é uma coisa maligna. Basicamente um Livro das Sombras é um diário onde você anota suas experiências mais estranhas e sem explicação.

Para os envolvidos na magia o Livro das Sombras é um diário mágico, onde você anota estas experiências, como se sentiu, o que viu e ouviu. Também é possível anotar nele rituais, banhos, feitiços, entidades, manifestações e qualquer coisa relacionada ao oculto.

Este Grimório nasceu quando eu comecei a frequentar o Arcanum Arcanorum do site Teoria da Conspiração, idealizado pelo Marcelo Del Debbio e outros magos. Através deste livro vocês vão conhecer minhas duas jornadas: na macroesfera, onde tive depressão, perdi meus pais, tentei o suicídio e até morei fora do país; e a microesfera, meu mundo pessoal onde conheci as linhas da magia, o druidismo, a wicca, a gnose e outras filosofias menos famosas.

Eu não desisti completamente de escrever, mas embarquei em uma jornada druídica-iniciática que me levou a rever meus conceitos. Por isso meus livros de fantasia vão ficar em hiato até que eu decida o que fazer com eles.

Por enquanto, saiba: o mundo em que vivemos é uma ilusão, um holograma sagrado/profano criado por forças extra-terrenas que não vão muito com a nossa cara. Há caminhos a serem seguidos, caminhos iluminados e caminhos sombrios, mas há uma chance de nos recuperarmos e salvarmos nossa humanidade.